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REDES SOCIAIS, seu uso excessivo e, os possíveis efeitos nos seres humanos

21 de fevereiro de 2019
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Com o advento das Redes Sociais Digitais as relações entre os seres humanos sofreram mudanças que vão além da velocidade de comunicação, perpassando por meio da interação instantânea, por choques culturais, divergências políticas, negociações, trocas, compras, convergências de ideias também, enfim, temos meios digitais que se consagraram como verdadeiros pontos de encontro para o convívio humano.

Vou compartilhar aqui um texto, muito do sensato e verídico, apesar de ser uma influenciadora digital (neste link nossa história),achei importante pensar e refletir sobre isso! Com certeza, agora depois de ler esse texto, você também vai analisar suas atitudes, hehe é inevitável.

Rafael L. Ribeiro é enfermeiro, professor e coordenador de curso de enfermagem na Faculdade Anhanguera polo 3, tive o prazer e o desprazer de conhece-lo logo nos primeiros semestres da minha graduação. Deve estar se perguntado por que desprazer, não é mesmo? É só uma forma de encher o saco dele, afinal ele é u excelente professor, super detalhista nas matérias, aí esta o problema, todo mundo tinha medo das provas, que eram de arrepiar os cabelos e, me custavam horas de estudos, mas que por outro lado me tornou uma pessoa muito melhor, e uma profissional que até eu tiro o chapéu, modéstia a parte rs. Vamos ao que importa, abaixo segue o conteúdo que de fato vocês acessaram o blog para ler. Beijos e boa leitura!

redes sociais
Enf° Prof Rafael L. Ribeiro

Com a mudança de relações vem as mudanças e adaptações comportamentais influenciados pela organização e rearranjo desse convívio digital.

É interessante mencionar que a história das Redes Sociais Digitais é intrínseca a ampliação do acesso da internet no mundo, essa ampliação da comunicação digital é o marco da “Era da Informação” , onde nas primeiras ondas vieram os emails e os Instant Messengers . 
Podemos dizer que os grupos de e-mail e de troca de mensagens foram os primeiros movimentos de formação de Redes Sociais Digitais, me lembro que combinávamos entre amigos de nos encontrar nos sites de Bate Papo para trocar ideias e até mesmo conhecer pessoas novas, mas isso foi só até sair o saudoso ICQ , alguém lembra ? E , detalhe : Tinha que ser depois da meia noite (00:00) , isso mesmo , porque internet custava pulsos telefônicos de ligação e, depois desse horário, um acesso só contava um único pulso … é , o tempo passa…

Bom, retomando a linha de contexto histórico, a primeira, pioneira Rede Social com essa finalidade original, segundo estudos de Raquel Recuero (uma ótima autora que usei em minha tese de mestrado) e em outros trabalhos que encontrei , é a “ClassMates“, criada em 1996 , objetivando reencontrar amigos do colégio. Nós , brasileiros, talvez não tivemos contato com essa, eu pelo menos não conheço ninguém que teve, todavia é certo que ali , naqueles meados dos anos 90 mudaríamos nossas formas de conversar e interagir.

Em 2003 alguém usou o My Space ? Nesse mesmo ano, alguém se inseriu no Linkedin ? Eu tenho Linkedin   há muitos anos e vocês ?

Em 2004, o mundo participava do Orkut e o Facebook estava para inaugurar seus movimentos mais ambiciosos para tomar de assalto o mundo digital das Redes Sociais online.

Em 2006 as pessoas estavam aderindo a ideia de utilizar 140 caracteres digitais e deixar suas opiniões no Twitter. 
2010, o Instagram surge com a ideia de propagação e compartilhamento rápido de imagens.

Em 2011, a gigante dos sites de busca e do e-mail mais utilizado no mundo na época, a Google, resolve invadir o mercado das Redes Sociais de vez, após ter adquirido para sí o Orkut, ter feito sua morte, seu velório e enterro.

Mas quem diria, que aquela Rede que visitamos e utilizamos tanto, criada em 2005 , com a proposta de alocar vídeos estaria tão intimamente ligada a nós, alguém aqui não participa ou assiste aos vídeos do Youtube ? Sim! Essa gigante é a Rede Social Digital mais acessada no Brasil, segundo estudo sobre o uso de Internet e redes sociais no mundo  2017 promovido pela agência We Are Social e a plataforma Hootsuite : Brasil – 139.1 milhões (66% da população), 9 hs/ dia internet – Média tempo gasto nas redes sociais: são mais de 3 hs/dia e, o Youtube  é a Rede social mais acessada no país.

E o que isso tudo tem a ver com doenças e distúrbios Rafael ?

É aquele negócio, consumo excessivo … o que é demais… Sabe ?!

Simplista? De forma alguma, é muito complexo !

Você já se pegou com o controle na mão , ou no teclado de frente para o computador, no Youtube ou no Netflix tentando decidir o que ver e demorando muito tempo para fazer a escolha no seu menu?

Esse mesmo fenômeno pode ser notado quando você um dia for em um lugar para comer e , ao te entregarem um cardápio com muitas variáveis de comida para escolher , você se sentir igual ao momento em que está perante essas situações que eu citei para fazer a escolha.

Ha alguns fenômenos que só ocorrem quando os seres humanos estão em alerta, em expectativa, ansiosos, mas não sei…  será que alguém já teve a sensação de que seu celular tocou ou vibrou no bolso e quando você foi rapidamente , ou melhor, até bruscamente, desesperadamente atender , nada passou de um lapso, foi até verificar se tinha chamada perdida e nada ! É meu amigo, você viveu a situação do “Toque Fantasma “, acontece ! Isso tem acontecido de forma frequente na sua vida ?

E se você esquecer o celular , você volta ou não para pegar ? Aliás, seu celular está ai contigo enquanto você lê o blog ? Ou você está lendo pelo celular mesmo ?

A “Nomophobia” já é um diagnóstico médico que faz parte do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5, ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais) e está cotado para sair no CID 11. O medo de perder ou não ter em mãos o celular ou dispositivo de conexão com a internet.

Para muitos seria como se estivesse faltando alguma peça de roupa;

Para outros seria como se toda a vida e todo o contato afetivo lhe fosse arrancado;

E, para alguns mais extremos ainda, a impossibilidade de articular conhecimento nos buscadores de pesquisa para saber de pronto e imediato sobre as coisas pode ser uma experiência desesperadora, porque é ali que está o seu salvador, é ao recorrer ao recurso tecnológico conectado na internet que você sabe , sem ele , você não sabe nada ! Já ouviram falar em baixa estima ? Pois é !

E quando você estava lendo algo que falava sobre doenças e distúrbios na internet, em algum blog por ai, alguns até falando sobre uso de medicamentos , sobre doenças clínicas, ou sobre doenças que precisam de cuidados cirúrgicos, ai você começa a acreditar que você é portador daquilo que você está lendo … Então, isso se chama Cybercondria ou hipocondria digital ! Ah não, você está falando sério Rafael ?

Já ouviram falar de “Vaguebookings“, é um termo que circula no Reino Unido para designar aqueles leitores de manchetes ou de títulos que não buscam averiguar veracidade das informações que leem e saem aceitando tudo como verdade absoluta e dados confiáveis só por ter lido títulos na internet .

Se você chegou até aqui na leitura e está averiguando se essas informações não são “fakes” você certamente não é um “Vaguebooking“.


Há muitos estudos que podemos trazer em uma parte II sobre esse texto, eu vou parando por aqui para não me estender muito e se alguém quiser e postar algum comentário embaixo, há muito conteúdo para discussão, como por exemplo :

2017  Royal Society for Public Health:” britânicos de 14 e 24 anos acreditam que Facebook, Instagran, Snapchat e Twitter têm efeitos prejudiciais sobre o seu bem-estar”

” …jovens também afirmam que as plataformas exacerbaram a ansiedade e a depressão, privaram-nos do sono, os expuseram ao bullying e criaram preocupações sobre sua imagem corporal “

Um abraço !

Rafael L. Ribeiro

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